17 abril, 2010

Tanto faz.

Os soluços do seu choro eram profundos e ásperos. Pois cada vez que os ouvia, sentia arranhar-me os ouvidos e cortar minha pele. Ela se sentia sozinha, e parecia se esconder de uma solução. Naquela noite, pequeninas gotas de limão escorriam pela sua face alva. Seus olhos, dois lagos cinzas, onde eu queria sorver todo seu líquido. Seus cílios emaranhados e brilhantes piscam incessantemente. Por que choras assim, menina? Não sabe que esse seu nariz vermelho me lembra um palhaço? Lógico que não é bonito, pequenina. Venha, deite no meu colo. Esqueça esses problemas e durma. Dorme mais uma vez e não acorde nunca mais.

07 abril, 2010

Antiga.


Ficando velha e percebendo como estou atrasada. Não consigo me adaptar. Cadê o manual de instruções?

05 abril, 2010



Eu não sei se te procuro ou se te deixo. Tenho que andar com cuidado, respirar baixo e fazer silêncio. Eu não sei como te tratar, eu não sei qual o odor da tua essência. Conte-me. Conte-me o que tanto esconde por baixo desse sorriso gostoso.

25 março, 2010

Tocou o despertador. "Acorda para os fatos, querida".



Não, eu não quero. Quero lamentar depois!
Quero curtir essa sensação mais um pouco.

24 março, 2010

A valentia de uma rosa.



Uma pequena rosa branca com uma inteligência que desbanca qualquer um. Tem um coração tão belo que esconde por trás de uma armadura de nuvens carregadas. Sempre tentei te fazer pelo menos um pouquinho do bem que você me proporciona, sei que não chego nem perto. Eu não cansarei de agradecer por tua companhia, amizade e carinho. Minha pequena irmã, te admiro muito.